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Principais tendências em sustentação de TI para 2026

Principais tendências em sustentação de TI para 2026

Imagem representando o tema central do blog: tendências de sustentação de TI para 2026

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Autor: Carlos Rodrigues
Data de publicação: 12 de janeiro de 2026

Para CEOs, CFOs, COOs e CIOs, 2026 consolida uma virada prática e definitiva. A Sustentação de TI deixa de ser apenas um esforço para manter sistemas no ar e passa a ocupar um papel estratégico na continuidade do negócio, na governança de custos, na redução de riscos e na aceleração da transformação digital.

Esse movimento ganha força porque o cenário ficou mais complexo. Ambientes híbridos e multicloud se tornaram padrão, a inteligência artificial ampliou integrações e consumo, os riscos de cibersegurança e conformidade aumentaram e os custos ficaram mais visíveis e mais difíceis de explicar. FinOps e GreenOps entram definitivamente na agenda executiva não como tendência, mas como necessidade.

Nesse contexto, a pergunta-chave muda. Já não é mais “qual ferramenta usamos?”, mas sim:

Qual o nível de resiliência, previsibilidade de custos e controle de risco que nossa TI entrega para sustentar o crescimento do negócio?

A seguir, estão as tendências que mais impactam essa resposta em 2026, sempre com a lente de resultado para o negócio.

1) AIOps e operações mais autônomas com menos ruído e mais previsibilidade

A automação orientada por dados evolui de alertas inteligentes para capacidades reais de prevenção, diagnóstico e resposta orquestrada. AIOps passa a reduzir a dependência de intervenção humana e se conecta diretamente à agenda de Agentic AI e governança de IA em Infraestrutura e Operações.

Para o C-level, o valor é claro: menos indisponibilidade, menos interrupções críticas e uma redução significativa do custo do caos, como war rooms constantes, retrabalho e perda de produtividade.

2) Sustentação preditiva com observabilidade orientada ao negócio

Uma sustentação de TI madura não é aquela que resolve incidentes rapidamente, mas a que reduz drasticamente a quantidade deles. Observabilidade avançada, combinando métricas, logs, traces e contexto de negócio, permite antecipar falhas, reduzir impactos e priorizar o que realmente afeta pontos críticos do negócio.

A pergunta executiva que emerge é simples e poderosa:
Nossos incidentes são tratados por criticidade técnica ou pelo impacto real no negócio?

3) Híbrido e multicloud com governança de custos como disciplina contínua

Arquiteturas híbridas e multicloud seguem como padrão e exigem uma sustentação de TI que una operação e finanças. FinOps deixa de ser um projeto pontual e passa a ser uma disciplina contínua, especialmente diante do crescimento dos workloads de IA, que ampliam consumo e volatilidade de custos.

O State of FinOps 2025 mostra esse avanço de maturidade: 63% das organizações já gerenciam gastos com IA, frente a 31% no ano anterior, e 65% incluem custos de SaaS em suas práticas de FinOps.

Para CFOs e CIOs, o foco passa a ser previsibilidade, accountability e decisões de arquitetura baseadas em TCO real, e não apenas no custo unitário do mês.

4) Cibersegurança integrada ao fluxo operacional

Em 2026, segurança que opera de forma paralela à sustentação perde eficácia. O caminho é integrar segurança ao ITSM e à operação diária, com identidade, gestão de postura, resposta a incidentes, hardening contínuo, automação de correções e rastreabilidade ponta a ponta.

Zero Trust se consolida como modelo de gestão de risco, deslocando o foco do perímetro para usuários, ativos e recursos, com verificação contínua. A segurança deixa de ser percepção e passa a ser evidência.

Para conselhos e CEOs, o que importa é reduzir a probabilidade e o impacto de incidentes relevantes, com governança clara e dados confiáveis para tomada de decisão.

5) Sustentabilidade e Green IT entram no radar decisório

Com data centers e IA elevando o consumo energético, eficiência e emissões deixam de ser discurso e se tornam métricas de gestão. GreenOps surge como prática complementar à eficiência de nuvem, conectando custo financeiro e impacto ambiental.

Além de atender metas ESG e exigências regulatórias, muitas iniciativas de eficiência energética reduzem custos operacionais. Para o C-level, isso significa reputação, compliance, competitividade em RFPs e eficiência financeira ao mesmo tempo.

6) Outsourcing estratégico orientado a resultado

O mercado amadurece para modelos de sustentação de TI que não compram horas técnicas, mas resultados concretos. Continuidade operacional, experiência do usuário, produtividade e previsibilidade substituem SLAs isolados como principal critério de valor.

Esse modelo exige governança sólida, com rituais claros, KPIs executivos, gestão ativa de fornecedores e, quando necessário, práticas de SIAM. O sinal de maturidade deixa de ser “está funcionando” e passa a ser:
Nossa sustentação melhora o ambiente mês a mês ou apenas mantém o status quo?

7) IA generativa no ITSM com governança e controle de risco

A aplicação de IA generativa no ITSM acelera um dos maiores gargalos históricos da operação: o conhecimento. Tickets resolvidos alimentam bases de conhecimento, respostas automáticas e fluxos de autoatendimento, enquanto os times se concentram em causas-raiz e melhoria contínua.

O uso de agentes inteligentes cresce, mas exige guardrails claros, com controle de acesso, auditoria, supervisão humana e gestão de risco. Para COO e CIO, o ganho está em escalar a operação sem escalar o custo na mesma proporção, mantendo segurança e governança.

A pauta executiva da Sustentação de TI em 2026

Para tornar o tema realmente relevante em nível de conselho, a sustentação precisa se comprometer com quatro dimensões mensuráveis:

Resiliência, considerando disponibilidade, impacto no negócio e tempo de recuperação.
Eficiência, medida por custo por serviço ou transação, produtividade e redução de retrabalho.
Risco, com postura de segurança, tempo de resposta, evidências e conformidade.
Evolução contínua, refletida na redução de reincidências, automação e modernização orientada a valor.

Sustentação de TI como parte de uma trilha de evolução

Um erro recorrente é atacar sintomas. Trocam-se ferramentas, aumentam-se equipes ou migra-se para a nuvem sem clareza sobre o estágio de maturidade da operação.

Em 2026, a abordagem mais executiva é tratar a sustentação de TI como um estágio dentro de uma trilha estruturada de evolução, conectando operação, governança e estratégia. Essa é a lógica da Trilha de Evolução da TI: Avaliar maturidade, priorizar ganhos rápidos com segurança e governança e sustentar uma evolução progressiva sem romper a realidade operacional.

Quando a sustentação já funciona, mas sofre com complexidade, o próximo passo costuma ser clareza de maturidade, um roadmap objetivo e governança baseada em métricas executivas, antes de expandir ferramentas ou pessoas.

Conclusão

Em 2026, Sustentação de TI não é mais um custo necessário para manter o ambiente. É a capacidade de manter o negócio operando, controlar riscos e liberar energia para crescer, apoiada por IA, gestão de cloud, segurança integrada e eficiência sustentável.

Para alinhar a sustentação aos objetivos do negócio, o caminho mais direto começa por uma avaliação de maturidade e um plano de evolução pragmático, com metas claras, KPIs executivos e governança que não dependa de heróis.

A Trilha de Evolução da TI da OnSet apoia empresas exatamente nesse processo, conectando sustentação, estratégia e execução prática e estruturada, respeitando a realidade operacional. Veja aqui como alinhar a maturidade da sua TI aos objetivos do negócio.

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